
E no diário, com letras trêmulas lia-se:
Desde a estrela amarela que se levanta ao Leste
Ao seu repousar vermelho no Oeste;
Algumas carruagens passam levantando as poeiras do tempo.
É você viajante!
Suba as colinas e abrigue-se nas sombras que suas próprias mãos criaram.
Você é dono delas, e tem esse direito.
Não desças tão logo,
Seu desfrute pálido e vermelho sangue
Não está mais a sua espera.
Já é tarde homem descortinado.
Não colherás mais nada aqui.
Apenas o Ceifeiro está a sua espera.
Você escreveu o que queria;
Você pensou o que queria.
Mas não teve de ninguém o mesmo que deste,
Definhe sem dizer uma só palavra.
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