sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Noite de Sonhos Voada - Manuel da Fonseca



Noite de sonhos voada cingida por músculos de aço, 

profunda distância rouca da palavra estrangulada pela boca

 amordaçada noutra boca, ondas do ondear revolto das

 ondas do corpo dela tão dominado e tão solto tão vencedor,

 tão vencido e tão rebelde ao breve espaço consentido nesta 

angústia renovada de encerrar fechar esmagar o reluzir de 

uma estrela num abraço e a ternura deslumbrada a doce, 

funda alegria noite de sonhos voada que pelos seus olhos 

sorria ao romper de madrugada: Ó meu amor, já é dia!...


Manuel da Fonseca

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