
Noite de sonhos voada cingida por músculos de aço,
profunda distância rouca da palavra estrangulada pela boca
amordaçada noutra boca, ondas do ondear revolto das
ondas do corpo dela tão dominado e tão solto tão vencedor,
tão vencido e tão rebelde ao breve espaço consentido nesta
angústia renovada de encerrar fechar esmagar o reluzir de
uma estrela num abraço e a ternura deslumbrada a doce,
funda alegria noite de sonhos voada que pelos seus olhos
sorria ao romper de madrugada: Ó meu amor, já é dia!...
Manuel da Fonseca
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