quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Crônicas



Stacy olhava para os cantos incansavelmente.
Apesar de saber que seria impossível, espera ela uma porta se abrir onde antes havia nada.
Apenas se via um mar de nada.
Sem esperanças e com pouco tempo, agora o que lhe restava era se deliciar com a própria dor, e o se encher do vazio da alma.
Durante muito tempo em uma vida de batalhas, ainda acreditou que algo seria melhor um dia. 
Acaso maldito. As derrotas e as trapaças do tempo a fizeram face de sua angústia.
O mundo de sombras, onde comer, dormir, ou respirar é motivo de protesto como se a vida fosse menos digna do que a de um verme.
De onde era se esperado o amor, foi onde nasceu o ódio mortal.
Um desnecessário juramento frente o altar pagão onde sua alma foi ofertada ao Senhor da Luz.
Alma doente, berço do mal.
De nada adiantou os calafrios que as tristezas de domingo em família causou.
Já é noite e você está sozinha novamente.
Os Espíritos te acompanharão essa noite.
As cortinas que estrangulam seu pescoço é a mesma que hoje cobrirá seu funeral.

Bom Dia; Café da Manhã e Demônios

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